Você já pensou em tirar duas horas da sua semana para praticar #Generocidade? Esse é o pontapé para começar a fazer o bem, e é assim que o músico e professor Wesley Sousa passou a mudar, junto a parceiros de caminhada, a vida de jovens de São Luís. Idealizador de um projeto social de Pré-Vestibular, ele compartilha experiências e mostra que empreender socialmente é uma tarefa que vale a pena.

Wesley conta que a ideia para desenvolver o projeto surgiu a partir de uma observação. “A grande maioria dos meus amigos de infância e adolescência não tinha ingressado na juventude no Ensino Superior, o que é muito duro. Não é que todo mundo tenha obrigatoriamente que entrar na Universidade, mas todos aqueles que querem entrar deveriam ter a oportunidade”, comenta.

Em parceria com o psicólogo e professor Luis Callegario, de quem já foi vizinho no Parque Vitória, e mais dois amigos – Hellen e Netinho –, foi criada a Oficina de Redação – Pré-Vestibular Solidário, realizada em uma igreja do bairro. “A ideia é essa, que a gente ajude o estudante de escola pública, dos bairros, que não tem até uma cultura de ingresso no Ensino Superior, porque poucas pessoas conseguem ingressar pelas dificuldades tanto do processo, quanto do próprio ensino público”, aponta. 

No projeto, professores voluntários dão aulas de redação, atualidades e revisões de outras disciplinas. Além do Parque Vitória, a ação, que ocorre a partir de agosto, já passou pelo bairro Bom Jesus. Para este ano, os organizadores ainda vão definir o local em que as aulas ocorrerão.

Pro Wesley, o maior desafio para tocar as ações é o pessoal. “Você abre mão de tempo, dinheiro, de tocar projetos pessoais, seus sonhos, pra empreender socialmente. É uma tarefa árdua que gasta tempo. É difícil mobilizar pessoas, o Brasil é um país que não tem uma cultura tão grande de voluntariado”, explica.

“O voluntariado é algo que a gente precisa cativar e cultivar nas pessoas. É uma doação, mas é muito gratificante. No final das contas, você acaba aprendendo mais do que ensinando”

O conselho do Wesley para aqueles que querem fazer a diferença na comunidade onde vivem é certeiro: colocar a mão na massa. “Eu aprendi que o feito é melhor que o perfeito […] A gente tem de tentar tocar os projetos e ajudar a construir uma cidade melhor, mais decente, mais justa e agradável pra todo mundo, cada um na sua área, na sua lida. É melhor fazer do que esperar que se tenha um momento propício”, enfatiza.

“Se você tem a ideia de um projeto, arruma algumas pessoas, porque também não dá pra fazer sozinho […] Mas se você também não tem como começar um projeto, existe muita coisa acontecendo, então é procurar um grupo desses e falar ‘como eu posso ajudar?’”

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1 Comentário

  1. Fernando Antonio da Costa Pinheiro Responder

    Atitudes de respeito e preservação são fundamentais para manter as tradições e transferir congraçamento.
    Parabéns a todos que fazem desse projeto um diferencial no dia a dia da cidade.